Benefícios da ozonioterapia para tratamento de autismo

O autismo é uma desordem que, segundo estimativas, atinge mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo. No presente texto, pretendemos apresentar o que se sabe até agora sobre os benefícios da ozonioterapia para tratamento de autismo.

Benefícios da ozonioterapia para tratamento de autismo

Esse assunto vem sendo foco de crescente atenção e despertado interesse e esperança, pois a técnica tem sido associada a muitos casos de pacientes que melhoraram enormemente depois de seu uso.

Benefícios da ozonioterapia para tratamento de autismo, o que é e como funciona

Em primeiro lugar, é bom que tenhamos uma boa ideia da condição de saúde de que estamos falando. O autismo é uma desordem do desenvolvimento que afeta o comportamento social, interferindo na capacidade do indivíduo de interagir com outros seres humanos e afetando o desenvolvimento da linguagem.

Costuma ainda se caracterizar por comportamentos repetitivos e interesses restritos. Sintomas de autismo costumam ser notados pelos pais da criança por volta dos primeiros dois ou três anos de vida dela.

Os sintomas da condição costumam avançar de maneira gradual e, raramente, desaparecem. Infelizmente, devido às deficiências causadas pela doença, poucos são os autistas que obtêm sucesso em viver de maneira independente.

Os sintomas podem variar enormemente de pessoa para pessoa, podem se manifestar de formas diversas e em intensidades diferentes. O autismo pode afetar a capacidade cognitiva do indivíduo que sofre dele. Alguns autistas combinam grandes deficiências em algumas habilidades com grande desenvolvimento de outros tipos de habilidades.

Identificar o autismo precocemente é útil, pois pode permitir a aplicação de programas de intervenção educacional que ajudem no desenvolvimento da linguagem e da capacidade de interagir com as outras pessoas.

Por prejudicar a habilidade do indivíduo de interagir com os outros seres humanos e por afetar sua própria capacidade de expressar suas necessidades e ideias e de entender as dos outros, o autismo pode ser não só um grande desafio para seus portadores como para seus entes queridos, especialmente seus pais, que muitas vezes se sentem desorientados com o comportamento do filho e sem saber como ajudá-lo.

Sabe-se que o autismo consiste numa alteração do processamento de informações pelo cérebro devido à maneira anormal como os neurônios dos autistas interagem uns com os outros. Infelizmente, não se conhece ainda o mecanismo que faz com que esse fenômeno aconteça. Acredita-se que existam fatores de natureza ambiental e hereditária que podem provocar o autismo.

Entre os fatores que têm sido associados ao aumento do risco de desenvolvimento do autismo, estão o consumo de substâncias como o álcool e a cocaína pela gestante e a ação durante a gravidez de doenças infecciosas como a rubéola.

Não existe cura para o autismo embora alguns autistas sejam o que se chama de “altamente funcionais”, aqueles que têm desempenho cognitivo superior aos outros autistas. Alguns autistas conseguem superar o pior de seus sintomas.

Há tratamentos para a condição, mas a decisão de qual tratamento deve ser adotado é algo que depende da situação do paciente específico e deve ser tomada com a assistência de um profissional de saúde devidamente qualificado.

O que é a Ozonioterapia

Como o próprio nome indica, trata-se de uma terapia que faz uso do ozônio. O que é ozônio? É um alótropo do oxigênio, ou seja, é um dos tipos de moléculas que podem ser formadas só com átomos do elemento químico oxigênio.

Outro exemplo de alótropo do oxigênio é nosso velho conhecido, o gás oxigênio, que usamos em nossa respiração e compõe cerca de 21% de nossa atmosfera.

Enquanto cada molécula de gás oxigênio possui dois átomos do elemento, cada molécula de ozônio possui três.

É bem possível que a primeira coisa a aparecer em sua mente quando leu “ozônio” tenha sido a Camada de Ozônio, que ajuda a nos proteger da radiação ultravioleta. Sim, essa preciosa proteção da vida do planeta é mesmo formada por esse gás.

O uso terapêutico do ozônio começou no final do século XIX (antes disso, ele já era usado em processos de desinfecção de ambientes e de instrumentos cirúrgicos e até da água) e ganhou força no começo do século XX.

As propriedades anti-infecciosas do ozônio valeram-lhe grande popularidade durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), período em que foi amplamente usado para tratar as feridas de soldados.

Entre os males e sintomas que os defensores da técnica acreditam que ela ajuda a amenizar ou eliminar, podemos listar asma, dores nos joelhos, enxaquecas, fadiga, problemas de pele, psoríase e varizes.

De modo geral, não se propõe que a ozonioterapia substitua os tratamentos convencionais, mas apenas que sirva como uma terapia de caráter complementar que ajuda no combate a organismos invasores e neutraliza toxinas, além de ajudar o funcionamento geral do organismo e fornecer mais energia ao paciente.

Justamente por seus benefícios para o corpo, os defensores da técnica defendem seu uso em caráter preventivo, para, por exemplo, evitar o acúmulo de toxinas que poderiam causar doenças.

Como o ozônio, se usado em excesso, pode ser causa de danos ao organismo e até mesmo levar à morte, é importante que o procedimento seja feito por profissionais que saibam realizá-lo adequadamente. Além disso, há pessoas que sofrem de deficiência na produção de uma enzima que leva o nome de G6PD.

Nessas pessoas, a aplicação da técnica pode levar à destruição em grande quantidade de glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias, células que transportam o oxigênio às partes do corpo que precisam dele.

Como a pessoa pode ter queda da taxa de glicose com a aplicação do tratamento, sugere-se que o paciente se alimente nas três horas que antecedem o procedimento. Pessoas que apresentam problemas de glicemia devem ter a taxa de glicose devidamente acompanhada.

Como funciona a técnica

Por algum método seguro, uma combinação dos dois gases que citamos no começo do texto, oxigênio e ozônio, é introduzida no organismo humano. Um dos métodos mais comuns de ministrar o tratamento é a aplicação subcutânea, que consiste no uso de uma injeção subcutânea ou, seja, sob a pele do individuo.

Outro método de aplicação é a vaporização. Nesse caso, usam-se vapores para introduzir o ozônio no organismo do paciente.

Autismo e ozonioterapia

Como já dissemos, de modo geral, a ozonioterapia não substitui os tratamentos convencionais. Além disso, como explicamos, a decisão de como tratar um paciente com autismo deve ser feita com a orientação de um profissional de saúde e levar em conta as circunstâncias do caso, pois há muita variabilidade nas manifestações do autismo.

Um exemplo de defensor da aplicação da técnica a essa condição de saúde é o Dr. Pedro Mintz, que firma já ter visto casos de crianças autistas cujos sintomas eram muito severos e que, apesar disso, conseguiram melhorar radicalmente com menos de meio ano de terapia, tendo uma grande diminuição dos sintomas que apresentavam.

Em 2017, diante de uma comissão do Senado que discutia a regulamentação da técnica, a senhora Sasenazy Daufenbach, matogrossense, falou que apenas depois que foi submetido ao procedimento um dos filhos dela, autista, conseguiu finalmente falar. Ela defendeu que todas as crianças autistas possam ter acesso a esse tipo de tratamento.

Dito tudo isso, uma das mais fascinantes aplicações propostas para a técnica é no tratamento do autismo. Na verdade, a parece haver consideráveis benefícios da ozonioterapia para tratamento de autismo.

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